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24 de abril de 2017

Umbuzeiro-PB: pintor leva descarga elétrica, cai de andaime e morre no local


Aconteceu um grave acidente envolvendo um pintor da cidade de Umbuzeiro, na Paraíba, o fato aconteceu neste sábado (22)e vitimou o pintor  Clodoaldo, mas conhecido por "Galego", morador da cidade.
De acordo com informações, o homem sofreu uma forte descarga elétrica quando pintava uma escola  pública.
 A vítima foi o pintor Clodoaldo Gonçalves de Sousa, de 29 anos de idade.
Consta que Clodoaldo fazia o serviço numa escola municipal em cima de andaimes numa altura de aproximadamente dez metros quando bateu numa rede elétrica.
Com a descarga ele caiu e morreu no local. 




 Relato postado no Facebook Pela secretária de Educação Lucy Duarte demonstra a tristeza pela morte do trabalhador, confira:

A tristeza é grande!

Em março, chegou a minha casa, Clodoaldo, conhecido por Galego, perguntando se havia alguma escola para pintar. Eu disse que havia o Coronel Antônio Pessoa e outras, mas que pra pintar aquela escola teria de ter equipamento de segurança. Ele, no momento me disse que era acostumado a pintar prédios muito mais altos e que tinha esse equipamento. Disse que ele procurasse Josildo porque eu não sabia se a unidade executora já havia chamado alguém.
Cheguei outro dia na escola e ele estava pintando na área de entrada, reclamei com ele por não estar usando o equipamento e ele disse que na área de entrada era baixo, não precisava.
Ontem (sexta) estive na escola e mais uma vez falamos sobre o lado da escola que fica próximo ao poste de alta tensão. Ao lado dele, liguei para Wellington e pedi que ligasse pra Seu João pra perguntar como seria o procedimento pra desligar o poste. Wellington ligou pra Seu João e nós ficamos esperando a resposta. Wellington retornou a ligação e disse que Seu João falou que teria que ser desligado pela ENERGISA. E ele até disse que era "coisa de 10 min" a pintura. Então eu disse ao pintor que só com a ENERGISA e eu disse mais " não invente de ir pintar sem desligar porque é muito perigoso. Só quando desligar, tá ouvindo, ninguém tá com agonia pra terminar isso não, pra mim, o importante era por dentro, não tem pressa por fora”. Ainda lembrei a ele que a energia podia puxá-lo ou puxar os ferros do andaime. E ele respondeu desse jeito: "Deus me livre, eu tô doido não, e eu vou querer morrer é?
Continuei falando com Wellington na frente dele e de outro pintor que estava lá e pedi que falasse com alguém da ENERGISA. Saí de lá, ontem, com a certeza que ele jamais iria pintar sem que a ENERGISA desligasse o poste. Porque me pareceu que ele estava com muito cuidado. Hoje pela manhã, o funcionário da ENERGISA foi lá, tirou uma foto do poste, segundo o irmão do pintor e o próprio pai, que contou a Wellington que o funcionário da ENERGISA (Eduardo) recomendou a Clodoaldo que ele não pintasse hoje daquele lado, a ENERGISA voltaria pra desligar o poste. E assim ficou certo. A esposa dele disse-me que pediu a ele que não fosse, pediu que fechasse a escola e fosse pra casa, mas ele não escutou ela própria.

Mas, muito infelizmente, Clodoaldo não quis ouvir o meu pedido; não quis ouvir o pedido do pai que o aconselhou a não ir; de Eduardo, funcionário da ENERGISA que avisou do perigo e disse que aguardasse o desligamento do poste; e decidiu, sem nenhuma necessidade, fazer a pintura perto do poste. Já chorei pelo amigo que se foi. E sinto muito em saber que o perigo que era tão gigantesco, tão evidente, tão avisado e que pareceu tão importante pra ele ontem, mesmo o funcionário da ENERGISA dizendo que era perigoso, não teve a menor importância pra ele hoje.

E assim vai embora um pai de família, um homem trabalhador que aproveitava os feriados e os finais de semana para trabalhar. Levou sua família pra pintar com ele desde o começo. Quando ele ligou na Semana Santa dizendo que ia trabalhar, eu ainda disse a ele que não era tempo de trabalhar, fosse descansar. Ele riu e disse que todo tempo é tempo de trabalhar. Infelizmente é mais uma tragédia que fica pra ensinar que não podemos desafiar a morte.
Isso com a energia, ou usando equipamento de segurança quando estiver nas alturas, em cima de uma moto usando o capacete na cabeça e não no braço, usando o cinto quando estiver no carro. Ter o equipamento e não usar é o mesmo que não ter. Saber do perigo de um poste de alta tensão e não se precaver é o mesmo que não saber. Precisamos ter cautela sempre diante do perigo, principalmente de um perigo tão evidente. Ele mudou de opinião de ontem pra hoje. Não deu importância a tudo que escutou e isso custou a vida dele.
A tristeza é muito grande pela vida tão jovem. Deus o receba de braços abertos e conforte a família e os amigos
Disse Lucy Duarte.



Blog Casinhas Agreste

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