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1 de janeiro de 2015

A última revelação de Chico Xavier

A mensagem do senhor dos espíritos


O médium Chico Xavier prometeu se comunicar depois de morto e combinou com o filho e dois amigos um código com três informações para ser reconhecido e evitar impostores

Ao amigo e médico Euripedes Tahan Vieira, 65 anos, Chico Xavier avisou: “Vocês saberão que sou eu”. A frase foi dita um dia antes da morte do médium mais famoso do mundo, em Uberaba, cidade mineira onde morava. “O Chico disse que se comunicaria poucas semanas após sua morte e dias antes combinou com os mais próximos uma espécie de código para nós o reconhecermos”, enfatizou o cirurgião e oncologista, que conheceu Chico em 1959, quando se tornou espírita. O código para evitar mensagens espirituais de impostores foi combinado com três pessoas: o próprio médico, Eurípedes Higino, filho adotivo do médium, e Kátia Maria, 38 anos, acompanhante e uma das pessoas mais próximas a Chico. Quando, e se houver comunicação, a mensagem será recebida por algum médium contendo três informações. O teor é um segredo guardado a sete chaves.

Duas semanas antes do domingo 30, data da sua morte aos 92 anos, Chico Xavier fazia comentários sobre o que aconteceria após o seu desencarne (termo espírita para a morte). “Ele foi à minha casa e sempre brincávamos que se eu morresse primeiro eu mandaria uma mensagem para ele. E ele disse que também mandaria, se morresse antes”, conta Kátia. Chico sabia, e até comentava, que depois de deixar este mundo iria aparecer muita gente dizendo ter recebido mensagens dele. Por isso, precaveu-se. No sábado 29, reafirmou para os três o código pelo qual eles poderiam identificar seu espírito.

Naquele sábado, véspera da final da Copa do Mundo, Chico deu claros indícios de que estava se preparando para morrer. Disse que ia viajar, sem dizer o destino. “Ele ainda perguntou se a enfermeira que ficava com ele já tinha sido paga, porque não iria precisar mais dela. E depois deu tchau para todos”, contou o médico.

No domingo, logo que acordou, perguntou o resultado do jogo do Brasil. “Então todo mundo está feliz”, disse a Kátia. “A Alemanha é um time muito forte, mas o Brasil é mais competente.” Ele almoçou uma sopa de legumes, comeu mingau à tarde e, antes de juntar as duas mãos como numa prece, pediu um café, sua bebida predileta. Sentado na cama, estava com frio e pediu que suas amigas, as senhoras que o acompanharam quando esteve doente, o cobrissem. Tão logo largou a xícara, resmungou uma ou outra palavra clamando a Deus. “Muito obrigado, minha rainha”, disse a Kátia. E se foi. Começaram então os ruídos de peregrinações pela pacata Uberaba, invadida por fiéis e admiradores de uma das personalidades espíritas de maior expressão no mundo.

Mesmo com os rojões do pentacampeonato ainda despontando no céu, cerca de 100 mil pessoas compareceram no velório de 44 horas de Chico Xavier. Entre eles algumas celebridades, o ator Caio Blat e sua mulher Ana Ariel, o presidente da Câmara dos Deputados Aécio Neves e o ator Norton Nascimento. “Em sua grandiosa simplicidade, ele será sempre uma referência para todos que, de alguma forma, têm responsabilidade pública. Minas, o Brasil, o mundo ficou menor com a morte de Chico Xavier”, disse Aécio Neves. Norton Nascimento chegou a Uberaba no sábado 29 e foi um dos primeiros a ir ao velório: “Não consegui sentir tristeza nem saudade porque, para mim, ele continua vivo, só que num plano diferente do nosso”, disse. A cantora Ana Ariel voltava de Uberaba para Campinas com o marido quando soube do falecimento. Fez o retorno na estrada e, da madrugada de domingo até a noite de terça-feira 2, ficou ao lado do caixão, junto de Caio. “Antes de casar com o Caio, Chico me disse: 'Vá filha, que é bênção'. Poucos meses depois estávamos juntos”, relembra.

A atriz Nair Bello não foi ao velório mas nunca vai esquecer o que Chico fez por ela, que perdeu um filho de 20 anos num acidente em 1975. O médium psicografou uma carta de 90 páginas e meia de Manoel Francisco Neto, seu filho. “Algumas descrições eram incríveis. Uma que me fez chorar foi quando ele relembrou uma discussão que tivemos em um Natal. 'Mãezinha, eu estava brincando. É claro que eu ia à festa', dizia um trecho”, conta a atriz, emocionada.

Pelo cemitério, na terça-feira 2, quatro mil pessoas passaram para ver o sepultamento, ou pelo menos, estar perto do enterro. A maioria se emocionou. O caixão com o corpo de Chico, coberto pela bandeira do Brasil, provocava gritos de euforia, de despedida e evocava respeito. Crianças aplaudiam e acenavam para o cortejo. Os companheiros mais antigos de Chico, senhoras e senhores carregados pelo braço, rezavam baixinho e, mesmo nas últimas filas do cortejo, limpavam lágrimas do rosto. Para finalizar, um helicóptero da polícia local derramou pétalas de rosas brancas e vermelhas sobre todos os presentes. A música não parou. Ninguém vestia roupas pretas. Foi como Chico Xavier, que declarou querer morrer num dia de felicidade para o País, havia pedido: uma festa.

Nem poderia ser diferente, afinal o Brasil conta com a maior legião espírita do mundo. O espiritismo é a religião de 2,38 milhões de pessoas, segundo o Censo de 2000, ou de 1,37 % da população. Comparado com o número estimado mundialmente – 15 milhões – o País detém cerca de 13% dos espíritas no planeta. E Chico Xavier sempre foi a força motriz para que este rebanho crescesse. Sua contribuição para a popularização da religião é inestimável. “Por intermédio de sua obra psicografada, Chico Xavier popularizou o espiritismo. Ele era um espírito missionário, que ultrapassou as barreiras dos centros espíritas, pessoas de outras religiões iam procurá-lo”, diz Gerson Simões Monteiro, presidente da União das Sociedades Espíritas do Rio de Janeiro. A atriz Cássia Kiss, católica, é uma delas. Há um ano, ela esteve na Casa da Prece, o centro espírita dele em Uberaba, na companhia de Antônio Fagundes. “Sou bastante religiosa, mas trata-se de uma entidade. Pouquíssimos merecem morrer como desejam”, afirma a atriz.

Espírita desde os 17 anos, Chico completaria neste ano 75 anos de vida mediúnica, na qual psicografou 418 livros e milhares de cartas familiares. A última mensagem foi recebida no Natal de 2000. “Ele uniu sua mediunidade com amor e fraternidade. A união desses fatores com sua obra o tornaram especial no espiritismo”, afirma Nestor Masotti, presidente da Federação Espírita Brasileira. Até a véspera de sua morte, Chico fez caridade: distribuiu sopa para os pobres.

A morte de Chico Xavier deixa um vácuo, afinal ele não tem um sucessor. “No espiritismo não há hierarquia”, diz o médium Carlos Baccelli, que psicografou 10 livros ao lado do colega. “O Chico representa o instrutor de primeira linha. Guardo dele a luz maior”, diz o médium José Raul Teixeira, de Niterói. O próprio Chico parecia não dar importância à necessidade de ter um sucessor, mas não deixava dúvidas de que outros médiuns poderiam seguir sua trilha. “Quando uma grama morre, nasce outra”, ensinava o mestre.

Fonte: http://www.ade-pe.com.br/esp_revi_art004.html

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